Heróis de Ação
Gabriela Oliveira
| 07-08-2025

· Equipe de Entretenimento
Nos primeiros dias do cinema de ação, os heróis não diziam muito — eles não precisavam. Pense em astros do cinema mudo como Buster Keaton ou figuras dos primeiros filmes de faroeste.
Esses personagens se baseavam na destreza física, na calma sob pressão e em uma atitude objetiva. Sua força vinha do estoicismo e do controle, não de diálogos chamativos ou profundidade emocional.
Conforme os filmes de ação evoluíram nas décadas de 1960 e 1970, ícones como Clint Eastwood definiram o gênero. Eles trouxeram intensidade, economia de palavras e habilidade crua. O herói de ação era alguém que podia enfrentar adversidades esmagadoras sozinho, sem precisar de ajuda ou sentimentos.
Músculos e Caos: O Ícone dos Anos 80
Os anos 80 foram a era de ouro do herói de ação hiper-masculino. Os personagens eram maiores que a vida, construídos como máquinas e capazes de sobreviver a qualquer coisa. Estrelas como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger se tornaram nomes conhecidos. Eles não apenas interpretavam personagens — eles eram o gênero de ação.
Esses heróis se baseavam em dominação física e motivação simples: resgatar alguém, destruir a ameaça e sobreviver. Sua gama emocional era limitada, mas sua presença era imensa. Explosões, frases de efeito e força física definiam essa era. A mensagem era clara: o herói vence pelo poder e pela resistência.
A Virada dos Anos 90: Inteligência se Une à Força
Nos anos 90, o gênero começou a mudar. O público desejava mais profundidade e inteligência. Surgiram heróis de ação como Keanu Reeves em Velocidade, Will Smith em Bad Boys e Bruce Willis em Duro de Matar (que começou em 1988 mas se destacou nos anos 90). Esses personagens continuavam sendo durões, porém mais vulneráveis e humanos.
Eles se machucavam. Duvivam de si mesmos. Faziam piadas sob pressão, mostrando medo assim como coragem. O herói de ação moderno não era invencível — ele era próximo. Essa mudança tornou os personagens mais acessíveis e críveis, mesmo quando as acrobacias ainda eram exageradas.
Século 21: Complexidade, Moralidade e Falhas
Os primeiros anos dos anos 2000 trouxeram um novo tipo de astro de ação: complexo, conflituoso e frequentemente assombrado por erros do passado. Filmes como Identidade Bourne, Gladiador e O Cavaleiro das Trevas apresentavam protagonistas com camadas emocionais. A força não era apenas física — era mental e moral.
Jason Bourne não sabia quem era. Maximus lutava pela glória e pela memória. Batman estava dividido entre justiça e vingança. O gênero de ação passou a fazer perguntas mais profundas: O que faz um herói? Alguém pode ser ao mesmo tempo quebrado e corajoso?
Essa era se baseava fortemente no realismo. A coreografia se tornou mais fundamentada. Os heróis faziam sacrifícios reais. As falhas não eram apenas mostradas — elas eram centrais para a história.
Diversidade e Redefinição: Novas Vozes na Ação
Na última década, a imagem do herói de ação se tornou mais inclusiva. Vimos filmes de ação liderados por mulheres como Mad Max: Estrada da Fúria (com Furiosa), Mulher-Maravilha e Jogos Vorazes, onde a força e a emoção coexistem lado a lado. Esses personagens não são fortes apenas "para uma mulher" — são fortes, ponto.
Também vimos mais influência global. Heróis de ação de diferentes partes do mundo — como Donnie Yen, Iko Uwais e tantos outros — remodelaram a coreografia de ação e redefiniram o que excelência física significa. O gênero também se expandiu para incluir identidades, culturas e experiências mais diversas, proporcionando ao público uma gama mais ampla de heróis para se identificar.
Tecnologia e Padrões Sobrenaturais
Com o surgimento de filmes de super-heróis e CGI, os heróis de ação de hoje frequentemente existem em mundos aprimorados. Personagens da Marvel e DC trouxeram elementos sobrenaturais, ferramentas futuristas e lutas em uma escala épica. Porém, mesmo dentro desses espetáculos, a profundidade emocional ainda é esperada.
Pegue Homem de Ferro. Ele é brilhante, rico e equipado com tecnologia — mas também é profundamente falho, lutando contra a culpa e o propósito. Esse equilíbrio entre espetáculo e humanidade é fundamental para a narrativa moderna de ação.
O Que o Futuro Reserva para o Herói de Ação?
Olhando para frente, é provável que o herói de ação continue evoluindo para refletir os tempos. Podemos ver mais histórias fundamentadas, profundidade psicológica e protagonistas não convencionais. Há um interesse crescente em narrativas de ação que se concentram em justiça, redenção e resiliência, sem depender exclusivamente da violência ou da dominação.
Pensamentos Finais: Quem é Seu Herói?
Filmes de ação são mais do que explosões e perseguições — eles são espelhos de quem admiramos, de quem aspiramos ser e do que acreditamos ser a coragem. Desde o estoico mudo até o azarão emocionalmente complexo, o herói de ação nunca parou de evoluir.
Então, quem é seu herói de ação favorito — e por que ele se destaca para você? Vamos falar sobre as lendas, os desajustados e os agentes de mudança que moldaram o gênero.